História

Mação

A vila de Mação, pertencente ao distrito de Santarém, possui uma antiga história, marcada por vestígios que remontam à Pré-História (que se encontram preservados no Museu de Arte Pré‑Histórica e do Sagrado no Vale do Tejo, em Mação) comprovados através de diversos vestígios arqueológicos encontrados na região Vale do Tejo (utensílios de pedra, fósseis e artefatos metálicos). 

O património religioso e arquitetônico, baseia-se nas igrejas e capelas antigas, que têm grande importância na história do concelho, destacando-se a Igreja Matriz de Mação.

Na Idade Média, o concelho desenvolveu-se num pequeno núcleo rural ligado à agricultura e às rotas regionais entre o interior e o Vale do Tejo, tendo ao longo dos anos, consolidado a sua entidade, preservando tradições e estilos de vida associadas ao meio rural.

As tradições do concelho têm ligação com a vida rural, a religião e com o convívio comunitário, e como tal, ao longo do ano são realizadas diversas festas e celebrações populares que mantém vivos os costumes da vila, e das quais se destacam as festas religiosas e romarias (em honra aos santos padroeiros das localidades do concelho).

Nos dias de hoje, ainda existem várias atividades tradicionais que fizeram parte da vida quotidiana da região durante séculos, evidenciando-se:

. Agricultura Tradicional

Esta sempre foi uma das principais atividades do concelho, tendo-se mantido o cultivo das hortas familiares, dos cereais, leguminosas e árvores de fruto, salientando-se a produção de azeite, uma das tradições mais antigas e com grande importância na economia local.

. Pastorícia

A criação de ovelhas, cabras, porcos, galinhas e coelhos, utilizada sobretudo para a produção de leite, queijo, carne, enchidos tradicionais (morcela, chouriço, farinheira) e ovos.

. Apicultura

A criação de abelhas para a produção de mel é uma prática comum na região após o enriquecimento da flora e das áreas florestais.

. Exploração Florestal

A extração de madeira, resinagem de pinheiros e o aproveitamento do sobreiro e da cortiça é uma prática ainda existente no concelho de Mação.

. Artesanato Tradicional

Os trabalhos manuais ligados à madeira, cestaria e outros materiais naturais da vila ainda são realizados, e muitos dos artesãos utilizam as feiras realizadas no concelho, para poder mostrar as suas obras.

. Pesca e atividades ligadas aos rios

A atividade piscatória está presente no nosso concelho, especialmente nas zonas próximas ao Rio Tejo, quer seja a nível profissional, lúdico ou desportivo.

Mação é composto por diversos miradouros, percursos pedestres, praias fluviais, cascatas, barragens e pesqueiras, de onde é possível apreciar as paisagens naturais, observar a extensão das serras e das florestas, e que contribuem para o património natural do concelho.

 


Penhascoso

A aldeia de Penhascoso localiza-se no concelho de Mação,  sendo caracterizada por uma povoação de índole marcadamente rural, profundamente enraizada na história e nas tradições locais, e apresenta uma área territorial relativamente vasta e uma densidade populacional reduzida.

Até 1941, era conhecida como Panascoso, topónimo possivelmente derivado da vegetação predominante, nomeadamente do “panasco”. Mais tarde, a denominação foi alterada para Penhascoso, refletindo de forma mais expressiva a morfologia acidentada e rochosa da paisagem circundante.

A presença humana neste território remonta a épocas remotas, sendo comprovada por vestígios arqueológicos de grande relevância, como a descoberta de uma alabarda de sílex. Existem igualmente indícios da existência de um antigo castro, bem como sinais de exploração de ouro nas linhas de água da região. Após o período da Reconquista, a área esteve sob a influência da região de Tomar e do concelho do Sardoal, vindo a ser definitivamente integrada no concelho de Mação no final do século XIX.

No que concerne ao património, Penhascoso preserva uma identidade arquitetónica tradicional, evidenciada pelas construções em pedra, pela igreja matriz, por antigos edifícios escolares e por espaços comunitários de convívio. A envolvente natural, dominada por serras e ribeiras, confere ao território um elevado valor paisagístico, propício à fruição de atividades ao ar livre, como percursos pedestres.

Até ao ano de 2013, desempenhou a função de sede de freguesia, passando posteriormente a integrar a união de freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira.

A aldeia distingue-se, ainda, pelo seu dinamismo sociocultural, materializado na realização de festividades religiosas e populares, bem como em eventos de cariz gastronómico que exaltam a culinária regional. Entre as iniciativas de maior notoriedade destaca-se o evento “Aldeia do Rock”, que contribui significativamente para a projeção e vitalidade cultural da localidade.

Afirma-se assim que, o Penhascoso, é uma aldeia de notável riqueza histórica, patrimonial e paisagística, onde a preservação das tradições coexiste harmoniosamente com iniciativas contemporâneas que fomentam a dinamização da vida comunitária.


Aboboreira

A aldeia de Aboboreira situa-se no concelho de Mação e configura-se como uma localidade de matriz eminentemente rural, marcada pela serenidade e por uma vincada ligação às tradições ancestrais. Dotada de uma população reduzida e dispersa, Aboboreira espelha as dinâmicas demográficas características do interior português, nomeadamente o envelhecimento populacional e a progressiva diminuição de habitantes. Não obstante, preserva uma identidade coesa, alicerçada na proximidade entre os residentes e na valorização dos costumes locais.

A toponímia da aldeia estará, muito provavelmente, associada à abundância de abóboras na região, evidenciando a sua histórica vocação agrícola. Com efeito, a agricultura constituiu, durante largos períodos, o principal sustento da população, sendo frequentemente complementada pela pastorícia e pelo aproveitamento dos recursos naturais circundantes.

No plano patrimonial, Aboboreira revela uma feição arquitetónica tradicional, patente nas construções em pedra, nos pequenos largos e nos espaços de sociabilidade comunitária. A envolvente paisagística, caracterizada por áreas florestais, campos agrícolas e linhas de água, confere ao território uma ambiência de particular quietude e equilíbrio natural.

Em termos socioculturais, a aldeia distingue-se pela realização de festividades religiosas e encontros populares, que assumem um papel estruturante na coesão social. Estas manifestações contribuem para a salvaguarda das tradições e para o reforço do sentimento de pertença coletiva.

Desde a reorganização administrativa de 2013, encontra-se integrada na união de freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira.

A Aboboreira afirma-se como uma localidade de dimensão modesta, mas de significativa riqueza cultural e humana, onde a herança rural se mantém viva, coexistindo com uma identidade comunitária sólida e resiliente.

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